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6 de ago de 2009

Mude! Aceite o desafio ;)


Se mudar algo externo já é complexo, imagine alterar a nós mesmos – o que corresponde modificar nossos conceitos, nossa percepção e fundamentalmente nossa atitude. Mudar para evoluir é difícil, mas necessário!
Mas se esse é um fenômeno natural por que, então, resistimos tanto à mudança? As duas principais razões são:
  1. Temos medo do desconhecido; do ainda não vivenciado. Na verdade, tememos as conseqüências de nossas decisões diante do desconhecido.
  2. Possuímos a tendência de defender nossos hábitos porque eles são “uma parte de nós” e nos parece sempre mais prazeroso manter nossa zona de conforto, já que mudar exige esforço, disciplina e coragem.
No fundo, tendemos a resistir a toda e qualquer mudança que envolva risco real ou aparente de perda. Temos medo de errar, falhar, não conseguir. Esquecemos que existem perdas necessárias, que não são perdas no sentido negativo, mas concessões em favor de novas possibilidades de ganho. É preciso “perder” a infância para “ganhar” a adolescência e “perder” a adolescência para “ganhar” a idade adulta! Eis uma das fortes razões pelas quais é difícil mudar: mudança pressupõe RENÚNCIA!
A mudança possui duas faces. A primeira é a do desejo pelo novo que sempre existe, mesmo nas pessoas que dizem não. O que ocorre é que, muitas vezes ele não é forte o suficiente para vencer a outra face – a resistência. Mudança pode ocorrer por dois caminhos: necessidade ou iniciativa. O primeiro deles costuma ser doloroso e incômodo, o segundo automotivado e planejado. No indivíduo, observamos muitas vezes o desejo de mudar sendo sufocado pelos hábitos já adquiridos. As pessoas se esquecem que para vencer esses hábitos precisam de uma estratégia baseada em processos lúcidos que considere como e de que forma as resistências ocorrerão e serão vencidas. Quando tentamos implantar mudanças, a face da resistência sempre aparece firme e forte na tentativa de defender o estado anterior das coisas.

Lembre-se:
  • Mudanças se conquistam não se impõem.
  • Mudança é processo e não decreto.
  • É preciso oferecer condições para que a mudança seja menos traumática e mais efetiva.
  • Na vida, algumas mudanças serão traumáticas – não há como evitar!
  • Mudar é um processo inteligente e é preciso inteligência para mudar.
  • Só podemos estar em duas posições com relação à mudança: procurando conduzi-la de forma organizada e consciente ou sendo arrastados por ela. Busque SEMPRE a primeira, seja agente da mudança.
Como vimos, mudança é um processo constante em nossas vidas. Portanto, jamais pense “ainda bem que acabou”, porque as coisas não acabam, transformam-se. E tudo, de alguma forma, possui sempre continuidade.
8 dicas para realizar o processo pessoal de mudança:
  1. Busque compreender que a mudança é a tônica da vida e que ela vai sempre ocorrer quer você queira, quer não.
  2. Comece, sempre que possível pelas mudanças menores, comemorando suas vitórias sobre si mesmo e vá desenvolvendo progressivamente a capacidade de mudar com maior velocidade.
  3. Reflita sobre os benefícios que a mudança oferece sob a ótica da oportunidade.
  4. Entenda mudança como um convite à evolução.
  5. Observe que é melhor ser parceiro da mudança que se opor a ela, tornando-a ainda mais difícil.
  6. Perceba que você é verdadeiramente maior em suas potencialidades que qualquer mudança.
  7. Viva o prazer do novo e redescubra como é bom aprender com o desconhecido.
  8. Compreenda que as mudanças agregam valor à sua personalidade na medida exata em que o tornam mais flexível e preparado para adaptar-se melhor aos contínuos desafios de cada fase da vida.
  9. Seja grato a Deus por convidá-lo a mudanças. Isso significa que Ele ainda espera muito de você.
E aí, vai aceitar o desafio?!

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